14.7.12

Entrevista com Luana Riscado

Aloha galera!
Hoje temos mais uma entrevista no blog, e a entrevistada de hoje é Luana Riscado!

Mandraque V8, Urca (foto: Glauce Ibraim)

Luana Riscado tem 20 anos, estuda Oceanografia na UERJ, e atualmente mora na cidade do Rio de Janeiro, mas nasceu e cresceu em Niterói, RJ, e é escaladora há 7 anos.
Como e quando começou a escalar?
Escalo desde os 13 anos de idade, e comecei a escalar por causa de amiga que me aplicou ao esporte na época. Desde então já me apaixonei e nunca mais parei.

Desde o início pensava em competir?
A principio não. Porém assim que inicie na escalada aconteceu um campeonato no muro em que eu treinava, e os instrutores do muro colocaram pilha para que eu participasse também, foi então que eu comecei a ganhar gosto pela coisa. (Haahahaha)

Quando foi a primeira competição?
Não me lembro exatamente a data, mas sei que foi no meu primeiro ano de escalada em 2005, participava da categoria infantil na época

Como é sua rotina de treinos?
Tento conciliar sempre os estudos com a escalada. Durante a semana, como a minha faculdade é integral passo o dia na faculdade, e a noite vou para a Limite Vertical treinar. O meu objetivo é tentar treinar pelo menos 3 vezes por semana, mas nem sempre rola. E nos fins de semana vou para rocha trabalhar nos meus projetos.

Campeonato Brasileiro 2012 – 2ª etapa



Boulder ou esportiva? Por que?
Humm são duas modalidades diferentes de escalada, muito difícil de escolher uma, gosto muito das duas e não tenho uma preferencia. Elas trabalham e estimulam partes diferentes do nosso corpo e mente, e se completam por isso sempre tento estar em conato as duas.

Para mim existem épocas e épocas, ou seja, tem época que fico na pilha de escalar só os boulders, entrar nos projetos e tal e tem época que fico na vibe de malhar as vias.

Quero, um dia, ser uma escaladora completa, que domine todo tipo de escalada e dificuldade, independente da modalidade quero poder escalar sempre e usufruir de tudo aquilo que ela nos proporciona, que é simplesmente fantástico.

Fala um pouco das suas conquistas em campeonatos. Qual o que mais foi marcante?
Nossa já participei de muitos campeonatos e cada um deles teve seu momento marcante. Bom, mas a minha maior conquista, acho que foi conseguir participar do Campeonato Mundial da França e o mais emocionante e marcante, está sendo o Brasileiro deste ano organizado pela Adrena Esporte e Aventura, que estão fazendo um excelente trabalho juntamente com o route setter André Berezosky.

Já aconteceram 2 etapas, uma no Rio de Janeiro-RJ e outra em São Bento do Sapucaí-SP. Um dos melhores e mais emocionante campeonato que já participei.

Quando não está treinando, o que gosta de fazer para relaxar?
Escalar, principalmente na rocha, é a melhor maneira que encontro para relaxar e fugir um pouco das preocupações e responsabilidades do dia-a-dia.
E gosto de ir a praia também.(rs)

Vista do Pão de Açúcar – via Italianos


Faculdade, e agora? Continua competindo e treinando?
Sim continuo fazendo tudo (rs), como já disse anteriormente tento conciliar as duas coisas. Os estudos não te impedem de treinar e escalar basta saber administrar seu tempo.

Como foi participar de um mundial?
Foi uma experiência incrível que me acrescentou muito como pessoa e como atleta, abriu meus olhos para muitas coisas em relação à escalada internacional e brasileira. E poder representar meu país e mostrar ao mundo um pouco da escalada brasileira foi simplesmente incrível.

Já escalou fora do país? Aonde? Como foi?
Sim, só uma vez. Quando fomos lá pra fora participar do mundial aproveitamos pra dar uma esticadinha e conhecer um dos picos mais clássicos da França, Fontainebleau. Foi irado demais, dar umas escaladas nos abaolados de lá, hahahaha, apesar de não ter dado pra escalar muito por causa do mal tempo, muita chuva. Foi bem divertido!!!

Qual via/boulder mais punk que fez?
A via foi a Bambam um 9a na Floresta da Tijuca-RJ.
E o boulder foi o sds do Envergadura de Alá um V8 localizado na Pracinha de Itacoatiara, Niterói.

Envergadura de Alá sds V8, na Pracinha de Itacoatiara (foto: Raphael Gibara)


Dos lugares que escalou, qual acha que todo mundo deveria ir?
Humm nossa no Brasil existem altos picos, difícil escolher só um que todos deveriam ir. Mas se fosse o caso, para aqueles que querem fazer boulder, Cocalzinho do Goiás e Igatu na Chapada Diamantina são lugares que nenhum escalador pode deixar de conhecer. E para os que estão na pilha de fazer via a Serra do Cipó é uma excelente pedida, possui via de todos os níveis e estilos.

Alguma via conquistada na sua trajetória?
Ainda não, um dia quem sabe. Tenho vontade de fazer uma conquista.

No Brasil, qual o seu point preferido de escalada? Por quê?
Nossa são tantos, impossível dizer apenas um, pois cada um tem suas peculiaridades. Posso citar alguns: Cocalzinho, Igatu, São Thomé das Letras, Serra do Cipó e a Pracinha de Itacoatiara (não pode ficar de fora rs), todos são lugares mágicos para mim cada qual com sua arte e beleza.

Pôr do sol em Cocalzinho, GO
Para fechar, o que você falaria, que conselhos daria para quem quer começar a competir?
Basta começar, sem se preocupar se vai ganhar ou perder, e sim pensar em dar o seu melhor e o mais importante se divertir sempre.
“ Pois o melhor escalador é aquele que mais se diverte” lembrem-se sempre disso!!

Luana, obrigado pela participação, e boa sorte na 3ª etapa do campeonato brasileiro em BH!
Obrigada vocês!! Sempre um prazer falar um pouco da escalada!!

São Thomé das Letras

E gostaria de fazer um agradecimento especial Adrena Esporte e Aventura, a Stone, Am420nia e ao Centro de Escalada Limite Vertical, por acreditarem no meu potencial como atleta e me ajudarem em muitas das minhas conquistas dentro da escalada!!

IIiiiiuuuuuu go climb galera!!!

Para quem quiser conhecer mais a Luana, e acompanhar o dia-a-dia dela nos campeonatos e na pedra é só entrar no blog dela, http://www.luanariscado.blogspot.com/

Então galera! Por hoje é só!
Abraços e boas escaladas!