O Escalador

Meu nome é Raman Alves dos Reis, nasci em 19 de junho de 1989, sou natural do Rio de Janeiro. Sempre tive uma vida esportiva muito ativa, quando pequeno comecei na natação, por conta da bronquite que tenho, e foi assim por muitos anos. Junto a natação fiz também, taekwondo, jiu-jitsu, judô, futebol de campo, futsal, fui atleta de vôlei, e no final eu parei na escalada (Sorte a minha!).

Bom, eu treinava vôlei e sentia que faltava algo, ainda não era o que queria pra mim, foi quando Atila Barros, grande amigo dos tempos de jiu-jítsu, me apresentou a escalada, ou melhor, refrescou minha memória. Atila era faixa preta na academia onde treinávamos, tivemos o mesmo mestre, logo estava a parte das empreitadas do amigo.

Porque refrescar a memória? Bem, Quando mais jovem lá para os meus doze anos, tinha ido passear pela Reserva Florestal do Grajaú com a minha mãe e encontrei Atila escalando por lá, fiquei maluco com o que vi, eu queria escalar, era o que faltava. Porém como eu era muito novo, minha mãe não deixou eu se quer pensar no assunto (Mãe é fo!@#$a). Mas, como a vida dá voltas, depois de um tempo, já crescido, larguei o vôlei, e voltei a falar com Atila por telefone e MSN. Em uma destas conversas ele disse que estaria no Rio de Janeiro para a ATM do ano de 2005 e que iria me levar para rocha, disse que se gostasse de escalar me passaria para o curso básico de um clube, ou ele mesmo me levaria para escalar outras vezes. Em maio de 2005 começou minha odisséia no mundo da escalada em rocha.
Eu, Esperando a banca de jornal abrir - Centro do Rio de Janeiro.    

Depois de algumas paredes com Atila, ele me passa uma lista de equipamentos básicos para meu primeiro contato serio com a rocha, até então estava fazendo vias tranqüilas e com o equipo dele. Vou então à uma loja indicada pelo Atila para comprar todo equipo. Acompanhado da senhora minha mãe e seu cartão de crédito maravilhoso, comprei tudo o que precisava e mais um pouco. De quebra ainda fui intimado a dar uma mochila de presente para dona mãe, ou seja, minha compra foi para mais de R$1.000, isso era só o início, eu ainda nem tinha escalado.

Chega então o dia tão esperado, encontro com Atila Barros e seu irmão Marco Barros, subimos a trilha para a face norte do Morro da Urca, e nos dirigimos à única via vazia naquele dia, a Mesmo Com Sol. Ao abrir a mochila e tirar os equipamentos, Atila percebe que suas sapatilhas estavam trocadas, ou seja, ele estava com duas botas de pé direito, a empregada dele tinha mexido na mochila de escalada e trocou os pares. Eu tinha a minha, mas éramos três, como iríamos escalar? Depois de pensar um pouco resolvemos que Atila ficaria com um par, pois ele que nos guiaria, e eu e seu irmão cada um com um pé com a sapatilha e o outro com um tênis. Não íamos deixar de escalar, mas se você pensa que tudo terminou aí, ainda não. Só tínhamos duas cadeirinhas, e Atila teve que fazer uma com suas fitas solteiras para ele poder guiar, dali em diante foi só festa, subimos a via e tudo acabou bem, eu adorei a experiência de ter concluído uma via toda e continuei a escalar.
Eu, Grajaú - Rio de Janeiro.    

Daquele dia para frente foi só festa, comprando equipamento aos poucos, conhecendo mais e mais pessoas dentro da escalada, quando ganhei confiança comecei a escalar sozinho (Boulder), fui conhecendo points de escaladas dentro e fora de nossa cidade maravilhosa, comecei  a guiar vias mais punks, e fui aprendendo cada dia mais sobre esse esporte tão interessante e diferente, que esconde uma filosofia ecológica maravilhosa.

Agora eu somo o esporte de montanha com a faculdade de Educação Física, complementando um com o outro cada dia mais. Hoje eu aumento minhas metas incluindo as altas montanhas como sempre ao lado de Atila Barros.

Para concluir minha apresentação, gostaria de dizer que amo minha cidade e todas as rochas e montanhas que ela pode oferecer. Porém tenho uma queda especial pelo meu quintal de casa, a Reserva Florestal do Grajaú, onde sempre estou quando quero ficar em paz perto de casa.